segunda-feira

Diário de bordo, 27 de setembro de 2004.

Aqui aparece que foram feitos três comentários, mas qdo eu vou ver kd???? Eles sumiram...snif snif...agora eu não sei quem acessou meu "quartinho".

Ah sim, quando vcs comentarem, por favor se identifiquem. Minha bola de cristal está em manutenção...rs.

Outro dia eu disse a uma amiga que tenho três vícios: coca-cola, internet e mulher (não exatamente nessa ordem, rs). Depois eu lembrei que existe um quarto vício: palavras-cruzadas. Sou viciada nisso, sempre tem um na minha mochila.

Como vida de tradutora é um tanto qto instável, hj estarei trabalhando até o sol raiar. Haja cafeína para tanto trabalho...rs.

Esta poesia eu escrevi há alguns dias para alguém especial. Ela sabe qual é a segunda mensagem por detrás das palavras.

Longe daqui mora uma pessoa especial
era para ser apenas mais uma amizade
talvez pela distancia apenas brincávamos de casinha
igual crianças descobrindo a vida
como eu queria que vc estivesse presente
imaginar que está aqui, à distância de um beijo
até a hora do amanhecer
tantas vezes quis negar que não era nada
estou enganando àquela que se reflete no espelho
ganhos ou perdas, nada disso importa mais
o raiar do sol relembra detalhes antes esquecidos
sentimentos que desabrocham com a primavera
tenho um sonho de amor
obra de um coração apaixonado

sexta-feira

Diário de bordo, 24 de setembro de 2004.

Essa é a quinta ou sexta vez que tento manter um blog no ar. No começo é toda aquela empolgação, depois o tempo começa a apertar e quando vc vai ver, seu cantinho está apenas juntando teias de aranha.

Antes que me perguntem, me chamo Ariadne, tenho 25 anos, sou tradutora e vivo numa grande metrópole chamada SP. Uma das minhas paixões é o meu cachorro, um belíssimo representante da espécie fuça-lixo. Ele tem muitas manias, assim como a dona. Se eu estou solteira? Bem, podemos dizer que conceitualmente sim.

Para finalizar o post de estréia, aqui vai algo no qual venho trabalhando nos últimos dias:

Enquanto muitos sonham eu estou desperta
Observo os minutos passarem com o olhar preso no vagar
Parei no tempo assim como meu coração não pulsa mais
Apenas sobrevivo num mundo que vibra sensações
O passar das estações não é capaz de me mudar
Alterno entre o presente e o passado buscando uma lembrança
Corpos sem rostos, risos sem vozes, carícias sem calor
No ar a solidão humana, minha eterna companheira
As lágrimas que um dia molharam meu rosto
Agora são memórias de um tempo que não voltará jamais
O motivo da minha existência é sabido:
Purificar meu coração dos pecados e recuperar minha alma