Diário de bordo, 25 de julho de 2005.
Esse flyer fez reviver um sentimento que eu sempre tentei manter escondido: ser mãe. Houve uma época em que eu realmente quis ser mãe. O baby até tinha nome, rs. Sonhei muito alto e esse pensamento ainda me machuca. Sei que não serei mãe tão cedo e talvez eu jamais seja.
Isso me fez repensar em um outro assunto: casamento. Muitas vezes eu já disse que não quero me casar. Bem, essa não é uma verdade suprema. Eu quero me casar sim, mas quando eu tiver condições de manter uma família. A idéia de ser sustentada pela namorada é tentadora mas não é prática, especialmente num mundo capitalista como o nosso.
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Uma vez eu disse à Rafa: tenho um lado racional intolerante e um lado emocional instável. Essa foi a coisa mais sincera que eu já disse a alguém até hoje. É de assustar qualquer pessoa uma declaração dessas, rs.
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Deixa, se fosse sempre assim quente
Deita aqui perto de mim
Tem dias que tudo está em paz
E agora todos os dias são iguais
- Angra dos Reis, Legião Urbana





