sexta-feira

Diário de bordo, 29 de outubro de 2004.


Tardezinha à beira do rio Paraná Posted by Hello

A segunda havia começado bem e a noite prometia ser melhor ainda, se não fosse o Tio Chico dar o ar da graça (se bem que ele só deu as caras de verdade na terça).

E lá fomos eu e a Lê numa farmácia resolver meu problema. De quebra, compramos algo para incrementar a noite. Nain nain, não conto o que compramos...mas eu creio que vocês já devem ter concluído o que foi.

Como somos seres humanos, precisamos comer certo? Fomos jantar numa pizzaria próxima. Conversa vai, escolha de pizza vem e cada um com sua bebida. Eu, Lê e G resolvemos tomar chopp, Du um refri e o amigo do G (que vou chamá-lo de N) não tomou nada. Como vocês já sabem, eu sou super fraca pra bebida. Só não fiquei zonza porque estava comendo, mas não escapei de ficar vermelha que nem um pimentão. Comecei a janta sentada ao lado de N e terminei a mesma sentada ao lado da Lê. Lógico que eu aproveitei para “brincar” um pouco com a moça. Misturar bebida alcoólica, a libido lá em cima e uma certa mão boba só poderia resultar em uma retirada estratégica.

A madrugada correu maravilhosamente bem (como todas as outras) e a nossa “inovação” foi aprovada com louvor. Aliás, agora que eu me lembrei que foram duas inovações...hehehehehe. A Lê sabe do que eu estou falando pois ela adorou.

Um momento de mistério no blog: quem apagou a luz do quarto onde estávamos? Foi assim: a Lê estava abraçada a mim enquanto eu fazia cafuné nela. O ar condicionado estava ligado e a luz estava acessa. Eu me lembro de ter desligado o ar antes de dormir, mas não de ter apagado a luz. A Lê tampouco se lembra de ter ido apagar a luz. Quando acordamos, nos demos conta de que a luz fora apagada durante a madrugada. Quem sabe um dia a gente descubra quem apagou a luz.

Lê acordou com o galo cantando na terça. Em outras palavras, ela acordou cedo. Foi tão bom acordar cedinho pra namorar. Namoramos, me declarei a ela e ainda trocamos alianças. Não, as alianças não estavam nos planos iniciais. E como é que trocamos alianças se elas não estavam nos planos? Eu uso aliança de compromisso desde a época da faculdade, mas jamais usei essa aliança com alguém. Eu considerava essa aliança um anel qualquer. Como eu estava usando um outro anel também, dei o mesmo para a Lê. O que antes era um anel para mim, agora é aliança de compromisso mesmo.

Gente, quase perdemos o bus. A nossa sorte é que o bus estava saindo da plataforma e a Lê saiu correndo para pará-lo. E assim embarcamos para a primeira parte da nossa viagem. Como mulher é curiosa. Lê quis ver minha carteira e eu a dela. Pudemos conversar bastante e aproveitar o tempo que ainda nos restava (só não aproveitamos mais porque tinha um casal de adolescentes nas poltronas próximas às nossas). Duas horas depois chegamos em outra cidade, onde cada um pegaria seu bus de volta pra casa: eu para a capital e Lê e Du para a cidade deles.

Na hora e plataforma marcadas na passagem, eu embarquei no bus. Foi uma longa viagem de volta, lágrimas ao escutar o cd que ganhei dela, pensamento voando longe e o coração cheio de saudades. Se eu comecei a viagem gostando dela, voltei para casa totalmente apaixonada.

E assim terminou a minha saga pelo interior de SP. Já estou marcando uma nova ida para lá...hehehehe.

Quando eu olho para a minha aliança, abro um sorriso grande e apaixonado. Quando eu vejo as fotos que tirei, lembro de tudo que passamos e sentimos. Quando eu penso em você, tudo que eu desejo é estar ao seu lado. Quero você em minha vida e eu quero estar na sua.

quinta-feira

Diário de bordo, 27 de outubro de 2004.


Lain, do anime Serial Experimental Lain Posted by Hello

Um amigo me disse que meu corte de cabelo está parecido com o da Lain.

Amanhã estarei postando a última parte da minha saga...rssssss.

Frase: O cérebro humano, sob pressão, não vê negativa.

Diário de bordo, 20 de outubro de 2004.


Escultura de peixe tirada no clube Posted by Hello

Antes de começar o post, gostaria de deixar claro que a escultura é de um artista plástico cujo nome não me recordo agora. Se alguém já viu alguma escultura parecida e sabe o nome do artista, por favor me diga.

E segunda prometia ser um dia agitado.

Eu e Lê acordamos preguiçosamente depois de mais uma noite bem “movimentada”...hehehehehehe. A manhã de segunda foi especial porque a Lê fez uma linda declaração de amor pra mim (declaração tal que eu só corresponderia no dia seguinte). Tomamos nosso café e fomos ao mercado fazer compras a pedidos do G. Gente, eu me senti num mercado que tem aqui perto de casa: pequeno, cheio de gente (feia, diga-se de passagem) e abafado.

Mercado feito, voltamos. Preparamos o almoço, mas eu e a Lê fomos comer num restaurante muito gostosinho que tinha nas redondezas. O Du resolveu almoçar na casa com o G. Depois do almoço fomos os três passear na cidade. Enquanto Du e Lê faziam compras, eu apenas olhava as vitrines. Foi numa dessas lojinhas de rua que eu vi um chaveiro de vaquinha muito fofo. Eu ia comprar, mas a Lê não deixou...rs...disse que ia comprar pra mim. Eu nem fiz questão de “brigar” com a moça e deixei ela me presentear com a Tácia (sim, esse é o nome da minha vaquinha). O que eu dei de presente? Um caderno de anotações e uma caneta. Sem querer acertei o gosto da Lê. Aquariana é foda pra dar presente...kkkkkkk...se acerta o gosto da pessoa, acerta em 100%. Tudo bem que eu já sabia alguns gostos dela...hehehehe.

Compras, andança e finalmente o tão esperado sorvete de massa que queríamos tomar desde a hora do almoço. Matei saudades de tomar sorvete por quilo. Tudo bem que se alguém visse meu potinho ia falar: ISSO é a sua saudades de sorvete????? É que eu não sou de tomar muito sorvete, e quando eu tomo é pouquinho mesmo. Mas uma coisa não pode faltar: cobertura de chocolate. Sorvete por quilo sem cobertura de chocolate não é sorvete por quilo.

Interior de SP é quente e abafado. Tudo bem que aqui é assim também, mas lá é um pouco pior. Quando voltamos das compras, tudo que nós queríamos era ficar no quarto porque lá tem ar condicionado. Gente, que delicia estava aquele quarto: ar ligado, eu e a Lê deitadas numa cama, o Du deitado na outra e os três tomando iogurte. Quer coisa melhor que essa?

O Du, depois de um tempo, saiu do quarto. Nem preciso dizer que eu e a Lê ficamos por lá né? Até a noitinha...hehehehehe.

Não percam o episódio final da saga “Ariadne no interior de SP”, que começa na noite de segunda e termina na terça a noite.

sábado

Diário de bordo, 16 de outubro de 2004.


Vaquinha Posted by Hello

Salve a vaquinha que deixou fotografar...a bunda...kkkkkkkk. A Lê bem que tentou tirar uma foto de frente, mas a danada se virou bem na hora do click. Tudo bem, pelo menos aqui está a prova que eu estive no interior...rs.

Domingo foi um dia de sol e chuva. De manhã fez um sol muito gostoso e eu estava animada para ir até a rodoviária comprar minha passagem de volta, quando uma amiga do dono da casa me avisou que não haviam mais passagens para SP. Eu entrei em desespero e fiquei maquinando o que eu poderia fazer.

Nisso o almoço ficou pronto: arroz, salada e frango. Acho que eu não falei que sou uma vegetariana não fundamentalista né? Eu procuro não comer carnes em geral; às vezes eu como peixe porque minha mãe faz misturas com essa carne, como ovo e bebo leite de vaca. Digamos que adotei essa filosofia de vida após ler como se fazem os abates. Mas voltando ao almoço, eu comi arroz e salada. Depois do almoço fomos passear num parque que tem na cidade. Lugar super agradável à beira do Rio Paraná...pena que estava chovendo e não deu para aproveitar mais. E eu pensando: ai meu moleton quentinho, que saudades de você...kkkkkkk.

Na volta passamos na rodoviária e consegui resolver meu problema: duas passagens...duas viagens distintas. G (o dono da casa) e Du resolveram passar na locadora e lá fomos os quatro para o centro da cidade. No final eles não alugaram nenhum filme e a Lê comprou cerveja. Eu sou super fraca pra bebida e inventei de acompanhá-la. MEIA latinha depois eu estava deitada na cama, tonta por causa da cerveja. Eu só pensei: vai bestona, vai tomar cerveja de estômago vazio. O bom é que a Lê ficou sentada do meu lado. Esse momento de preocupação durou uns 5 minutos porque G preparou a mesa para lancharmos. Detalhes íntimos à parte, só de lembrar algumas cenas eu fico cheia de saudades...suspiros.

Só no interior para eu sair as 23:30 para comprar bebida. Eu jamais faria isso aqui na capital e tampouco deixaria um amigo meu sair da minha casa a essa hora. Fiquei comparando mentalmente as diferenças e tomei uma decisão. Qual? Na época certa eu conto...rsssss.

To be continued....

sexta-feira

Diário de bordo, 15 de outubro de 2004.

Finalmente pude abraçá-la. É tão bom poder sentir o corpo de quem você desejou por tanto tempo. Queria que o tempo tivesse parado naquele momento.

De manhã fomos ao dentista, ao centro da cidade e finalmente paramos num hotel. Depois de passar mais de 7 horas dentro de um bus, nada melhor do que tomar um banho e deitar numa cama...rs. Enquanto eu ouvia música bem alta de olhos fechados, Lê foi tomar banho. Mil coisas se passaram pela minha cabeça e, vejam só, o cansaço foi embora.

Depois do banho, cada uma ficou deitada em uma cama. O Du foi se encontrar com um carinha e finalmente tivemos um momento a sós. Depois de uns 5 minutos Lê veio se deitar na minha cama. Um minuto depois foi a vez do Du voltar para chorar as pitangas...rs. Entre confissões, apresentações e conselhos, passaram-se 10 minutos. Mais um momento a sós, dessa vez dividindo a mesma cama. Só fomos lembrar do Du quando o estômago apertou de fome...rssssssssss.

Mais um banho, almoço no shopping e mais um bus para o nosso destino final. Duas horas de viagem, conversas amenas e a vontade de beijar e não poder. Acho que a música Te Ver do Skank caberia perfeitamente nesse momento.

O dono da casa onde ficamos nos pegou na rodoviária e ai sim pudemos descansar: eu da longa viagem e Lê e Du porque acordaram cedíssimo. Quero dizer, tentamos descansar né? Du saiu com o dono da casa para ver uns carinhas e eu e a Lê planejávamos descansar...apenas planejávamos, porque outras necessidades falaram mais alto.

E assim o sábado se passou e o domingo nos acordou de manhã.

To be continued...

quarta-feira

Diário de bordo, 13 de outubro de 2004.

Tenho tanta coisa pra contar sobre o feriado que vou repartir tudo em vários posts (um para cada dia).

Tudo começou na quinta. Quase não consegui passagem porque o bus estava cheio. Minha sorte é que a empresa colocou um carro extra e pude comprar minha passagem tranqüilamente. Eu ia comprar a passagem de volta, mas a Lê sugeriu que eu comprasse no sábado quando eu chegasse na rodoviária.

Sexta-feira: cursinho de manhã, revisão da matéria vista à tarde, mala, mochila, presente e passagem na carteira. Eu estava ansiosa e não via a hora de entrar no bus e iniciar aquela que seria a viagem decisiva...rs. Tanta ansiedade me fez chegar com quase 45 minutos de antecedência na rodoviária.

Contei que em 25 anos essa foi a primeira vez que viajei para tão longe e sozinha? Pensei que meus pais não iam deixar eu viajar, mas que nada. Foi super tranqüilo. Mas voltando à viagem, o bus estava uma escuridão total. Eu estava numa soneca relativamente tranqüila (porque dormir em bus convencional não é a coisa mais confortável do mundo) quando as luzes indicadoras das poltronas se acenderam. Eu acordei e pensei: por que acenderam as luzes? Ai eu vi um monte de luzes do lado e fora e caiu a ficha: era a parada programada do bus. Trinta minutos depois o bus voltou a rodar. Segui a viagem toda dormindo e acordando, acordando e dormindo.
Uma coisa que eu não entendi é o ar condicionado. Para que um ar tão forte durante a madrugada? Eu estava com um blusão de esquimó, uma mantinha e ainda sim senti frio nos braços. Achei um exagero de gelado, mas deve ser política da empresa fazer com que seus passageiros passem frio durante a madrugada.

Eram umas 5:30 quando chegamos em Assis. Olhei o relógio e pensei: oba, agora só faltam duas horas para finalmente conhecer a Lê. E oba oba, a poltrona do lado ficou vaga, finalmente vou poder me esticar. E assim o bus seguiu até o meu destino. Quando o bus finalmente parou eu olhei pela janela procurando pela Lê. A primeira vista não a encontrei, mas depois a vi...ela e o primo. Meu coração bateu mais forte e mil pensamentos passaram pela minha cabeça. Peguei minha mala e sai da plataforma.

To be continued...

quinta-feira

Diário de bordo, 07 de outubro de 2004.

Foi uma semana corrida. Muito estudo, prova de espanhol e ansiedade por causa do feriado.

O post de hj é curtinho porque vou ter o que contar na quarta...hehehehe...aguardem.

Para quem não vai viajar no feriado, espero que faça bastante sol. Para quem vai viajar, boa viagem.

Abraços a todos.

domingo

Diário de bordo, 03 de outubro de 2004.

Ontem fiz minha primeira boa ação do ano: doar sangue. Foi a primeira vez que doei sangue em minha vida e bem, foi uma experiência inusitada. Mas para explicar o porque da experiência inusitada, vou ter que relatar tudo que aconteceu durante o dia.

Primeiro momento: acordar com os pais chamando para guardar as compras da feira. Não sei como não pisei no meu cachorro, pois estava tonta de tanto sono. Isso que dá ficar acordada até tarde...rss...mas eu tive um ótimo motivo apra ficar até tarde na net.

Segundo momento: comprar pilha recarregável. Fui até a Promocenter comprar pilhas palito recarregáveis.

Terceiro momento: assim que cheguei em casa, minha amiga me ligou para marcarmos o local de encontro para doarmos sangue. E lá vamos nós praticar uma boa ação...rs.

Quarto momento, talvez o melhor de todos: depois de conversar sobre sexo, presenciar um acidente automobilístico. Eu nunca tinha visto um acidente ao vivo, em cores, no momento da ocorrência. Foi lindo...kkkkkkk.

Quinto e último momento: doar sangue, ver um monte de japa com a mesma boa ação, ganhar um lanche sem vergonha e ficar com o braço dolorido no local da picada. Pior mesmo é ter que fazer exame de anemia. Eles picam seu dedo, o que dói pacas. E esse foi o resumo do dia.

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Vocês sabem o que rola qdo se reunem um gay, uma lésbica e duas católicas? Muita risada e um papo super aberto sobre sexo. Depois de conhecer o Mario e a Lia eu me dei conta que não preciso esconder minha opção sexual para me aceitarem.

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Ela sabe que a última parte do post é especial para ela:

Eu so quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
- A Sua, Marisa Monte