sexta-feira

Diário de bordo, 16 de março de 2007


I don't know what's worth fighting for

Or why I have to scream

I don't know why I instigate

And say what I don't mean

I don't know how I got this way

I know it's not alright

So I'm breaking the habit

I'm breaking the habit

Tonight

Breaking the habbit, Link Park


Esse mês foi super corrido e apertado. Babi operou dos cistos no ovário (ela tem endometriose), toda semana tenho trabalho de Direito para entregar (yes babies, tenho Direito na facul esse semestre), meu contrato de estágio foi renovado, participei de dois chás (um de cozinha e outro de nenê) e algumas suposições estão sendo feitas sobrte minha personalidade.


Primeiro foi o Transtorno Bipolar, que é caracterizado por episódios de extrema euforia ou extrema depressão. Isso não impede que a pessoa interaja normalmente com as outras e leve uma vida quase normal.


O meu caso é que eu não consigo expressar meus sentimentos, não exponho a minha raiva mesmo que ela seja imensa, prefiro mil vezes conviver com os animais do que com os seres humanos (esses sim bichos estranhos) e gosto da solidão.


Por essas e outras características mamãe encontrou um transtorno melhor para me definir: Transtorno Esquizóide de Personalidade. Nome pomposo não? Isso que dá ter uma mãe que estuda psicanálise.

Mas antes que vcs me perguntem o que realmente é esse transtorno, aqui vai uma pequena matéria retirada do site Psiqweb – Portal de Psiquiatria:


Transtorno Esquizóide de Personalidade

Este tipo de distúrbio é verificado em pessoas que exibem um padrão de afastamento social persistente, um constante desconforto nas interações humanas, uma excentricidade de comportamento e pensamento, isolamento e introversão. O esquizóide nos dá a impressão de desinteresse, reserva e falta de envolvimento com os acontecimentos cotidianos e com as preocupações alheias, normalmente ele tem pouca necessidade de vínculos emocionais.


Este tipo de personalidade reflete interesses na solidão, em trabalhos solitários e em atividades não competitivas. Por outro lado, estas pessoas são capazes de investir grande energia afetiva em interesses que não envolvam seres humanos e podem ligar-se muito aos animais. Normalmente são os últimos a aceitarem as variações da moda popular, mas normalmente mantém-se algo excêntricos.


Freqüentemente absorvem-se em certas obsessões acerca de dietas esdrúxulas, programas de saúde alternativos, movimentos religiosos e filosóficos incomuns, esquemas de aperfeiçoamento sócio-culturais, associações mais ou menos secretas de assuntos esotéricos. Embora pareçam absortos em devaneios fantasiosos e fantásticos, não perdem a capacidade de reconhecer a realidade. Não obstante os Esquizóides podem oferecer ao mundo idéias realmente criativas e originais.


Juntando os critérios estabelecidos pelo DSM-IV e pelo CID-10 para o diagnóstico deste tipo de transtorno podemos recomendar o seguinte:


a) um padrão de indiferença às relações sociais e uma variação pobre da expressão emocional;

b) indiferença aos sentimentos alheios;

c) questionamento, indisposição e desrespeito às normas e obrigações sociais;

d) pouco interesse em relações sexuais;

e) preferência quase invariável por atividades solitárias;

f) preocupação excessiva com fantasias e introspecção;

g) falta de amigos íntimos, relacionamentos confidentes e a falta de desejo de tais relacionamentos;

h) raramente vivenciam emoções fortes, como raiva e alegria;

i) indiferença à elogios e críticas.


As pessoas Esquizóides sentem-se freqüentemente incompreendidas, o que reforça a tendência ao isolamento e ao afastamento dos mortais comuns. Este ausente sentimento de companheirismo normalmente é compensado pelo zelo apaixonado pela leitura, pelos animais ou alguma outra expressão artística de difícil compreensão.


Bem, admito que sou assim 99%. O 1% restante é aquela partezinha do meu íntimo que reluta em aceitar isso mas que sabe que precisa de ajuda médica para parar de machucar e magoar as pessoas à minha volta.


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Nenê, amo você.