sexta-feira

Diário de bordo, 03 de março de 2006


Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
Mas não venha me roubar
- Angra dos Reis, Legião Urbana

Resumão do carnaval:
25.02.06: fui na casa da Juh comer pão caseiro, oh trem bão sô, rsrs. Depois viemos pra Sampa assistir o filme 2046, Os Caminhos do Amor. Filmes sobre amores geralmente são lentos e longos, e esse não seria uma exceção. Após o filme fomos eu, Juh, Lan + esposa e Jan para a Dida e de lá viemos aqui pra casa. Como sempre ficamos bebendo, jogando e conversando.
27.02.06: churrasco na casa de uma colega da faculdade. Piscina + churras + cerveja/refrigerante = paraíso na Terra. Nada como passar a tarde na piscina pra esquecer, momentaneamente, dos problemas e da ex.
01.03.06: depois de camelar um pouco, finalmente arrumei um estágio. Não é bem na minha área, mas já está de bom tamanho. Pelo menos não terei tantos problemas para pagar as contas no fim do mês.

- x –

Outro dia, voltando pra casa, fiquei olhando para o céu e lembrei-me de uma viagem que fiz com a Lê até Maringá. Aquela noite foi inesquecível por um pequeno detalhe: o céu estrelado. Nunca havia visto céu tão estrelado até aquela noite. Foi uma das cenas mais emocionantes em toda minha vida. Tenho vontade de ver um céu assim novamente.

- x –

Creio que a novela mexicana Naomi & Paty está chegando ao seu fim. Decidi me afastar dela por tempo indeterminado até que eu esteja bem comigo mesma para ter um contato mais próximo. Faço isso para não machucá-la com minhas dores e mágoas, para não chorar toda vez que nos falamos ao telefone ou nos encontramos, para não manter acesa a esperança de um dia voltarmos. A Bru me perguntou se eu não vou lutar por ela. Não, não vou. Ela já deixou bem claro que não quer mais nada comigo. Pra que insistir em algo que não vai dar em nada? É como dar murro em ponta de faca: você se machuca à toa e o corte pode ser tão profundo que ficará uma cicatriz eterna em seus dedos.

Nessas sete semanas de separação, tenho tirado algumas conclusões:
- Não existe pessoa certa ou ideal e sim aquela com a qual você possui afinidades e, eventualmente, acaba se apaixonando por ela.
- O tempo apenas cura feridas, não resolve nada.
- Prometer é o pior pecado que um ser humano pode cometer quando está apaixonado.

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