Diário de bordo, 16 de fevereiro de 2006.
Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu
E agora eu vejo aquele beijo
Era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo
Se perdeu de mim
- A Cruz e a Espada, Paulo Ricardo e Renato Russo
A duas últimas semanas foram de correria por causa dos estudos e momentos de tristeza com a tentativa de reaproximação da Paty e a separação em definitivo. Ela quis tentar mesmo sabendo que não estava pronta para isso. Nas palavras dela: eu queria tentar do meu jeito, tentar fazer dar certo do meu modo.
O que sobrou disso tudo foi um vazio muito grande em meu coração e a certeza de que não temos mais volta. Eu tinha pretenções de sossegar de verdade com ela, mas não era bem isso que estava reservado para mim. Mais uma vez sou obrigada a concluir que minha lição de amar desapegadamente não foi aprendida.
Domingo lembrei de algo que a Lê me disse algumas vezes: você foi meu segundo melhor amor. Quando ela me dizia isso eu sorria, achava bonitinho. Hoje eu entendo perfeitamente essas palavras. É assim que me sinto em relação a Paty, ela foi um dos meus melhores amores mesmo a gente tendo ficado tão pouco tempo juntas. Aprendi que não é o tempo que conta e sim a qualidade com que o relacionamento se desenvolve. Lógico que o tempo é algo que ajuda a construir muitas lembranças, mas nem sempre ele ajuda a ter um relacionamento saudável.
As lembranças mais íntimas, momentos que ficam marcados na memória indelével do tempo, pequenos gestos, promessas não cumpridas, planos a longo prazo que ficaram apenas no papel...tudo isso ainda dói bastante, ainda me fazem querer chorar. Está tudo tão diferente dessa vez, está sendo demorado superar tudo isso e difícil de levantar sem quebrar nada. Queria que fosse menos doloroso desapegar-me desse amor que ainda sinto pela Paty.
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Este blog já tem mais de um ano de existência, já passou por três relacionamentos e nota-se claramente que o seu conteúdo passou por várias transformações. Às vezes penso em parar de contar minha vida por aqui, mas há tanta emoção e sentimento descritos que desisto dessa idéia. Não escrevo para os outros, escrevo para mim mesma. Tudo isso aqui é um backup da minha vida, é meu diário com o qual dialogo e expresso, em palavras, aquilo que vai em minha alma e meu coração.
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Mais um ano de vida, mais um ano de sapiência, mais uma etapa vencida. Ligações de algumas amigas, felicitações das colegas da faculdade e o pseudo término do meu inferno astral. O que eu realmente queria de presente de aniversário eu não terei, então contento-me com o presente de papai e de mamãe.
Mamãe disse que eu sou a única capaz de mobilizar a família inteira atrás do meu presente: o Kowalski da foto do post de hoje. Meus irmãos ligaram para tudo quanto é loja de brinquedos localizadas em shoppings, fuçaram a internet atrás do Kowalski e só foram encontrar um único exemplar em uma loja de rua. Ou a procura por pingüins de pelúcia está sendo grande ou esse é um bicho pouco popular e as fábricas de brinquedo colocaram à disposição do público poucas unidades.
Para quem está achando que já viu o Kowalski em algum lugar, é só lembrar de uma certa animação cujo nome é Madagascar. E só para matar a curiosidade, os nomes dos quatro pingüins salvadores dessa animação são Skipper, Private, Rico e Kowalski. Esses são os nomes em inglês, eu não sei os nomes em português. Se alguém souber, por favor mande um comentário.


1 Comentários:
Menina Naomi...
por incrível coincidência eu estava pensando na idade do meu bloguinho dia desses.
Em janeiro, o Minha Lua completou 3 anos e em maio vai fazer 4 anos que tenho blog. Estou feliz por ter estes arquivos, feliz sim.
Espero que oa amores, assim como as flores, deixem muitas alegrias, mesmo que exista saudade, haverá sempre a lembrança de um amor e isso é bom demais.
Beijinho, querida!
5:08 PM
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