domingo

Diário de Bordo, 02 de Maio de 2010

Imagem do anime Elfen Lied

Sore demo iitte nandomo omotta
Many times I've thought that it's fine even like that
Anata wo dareka to SHEA shiteiru keredo
Although I'm sharing you with someone else
Soreja iya datte nandomo naiteru
Resenting it, I've cried countless times
Uso demo kiyasume demo atashi dakette itte
Even if it's just a lie to comfort me say that I'm the only one

Maybe baby
I wanna be your girl
(Maybe I wanna be your girl)
Maybe baby
(Maybe all I need is you)
All I need is you

- Be Your Girl, Chieko Kawabe

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Day foi para a casa da mãe domingo passado e deve voltar na próxima segunda-feira. Isto se traduz em 15 dias sem meu amorzinho. Este tempo sozinha está sendo bom para eu avaliar como seria morar sozinha. A casa não está bagunçada, há pouca louça para lavar, não há roupa espalhada pela casa e a sala está arrumadinha. Até que parece bom, não? Seria perfeito se a ausência da Day não significasse eu ficar boa parte do tempo sozinha na casa, não ver graça na minha própria comida, não ter ninguém para importunar na hora em que eu estou assistindo TV e o principal, dormir sozinha.

Eu gosto de chegar em casa e encontrar a Day fazendo o que quer que seja. Depois da gente se cumprimentar, conversamos sobre qualquer coisa, em determinado horário ela começa a preparar a janta, depois a gente toma banho e nos preparamos para dormir. É uma rotina, mas uma rotina gostosa que todo casal tem quando mora junto.

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Acho que nunca contei como foi "a" conversa com meu pai. Não foi uma conversa muito traumática e sim dura. Naquela época a fdp da minha ex morava na casa dos meus pais e o clima estava super pesado, basicamente por causa das atitudes dela. Meus pais tinham razão, ela não ajudava em nada nas tarefas diárias e era abusada. Naquela época eu não conseguia enxergar algumas coisas, hj eu vejo perfeitamente quem a fdp é (deu para notar como eu morro de amores por ela, não?).

No dia anterior à conversa meu pai e eu haviamos tido mais uma discussão. Ele havia deixado bem claro que ele sabia que a minha ex não era apenas minha amiga. Na hora eu fiquei muda pois, para mim, meu pai nunca enxergaria a verdade. Como eu levei um susto muito grande com as palavras dele, eu subi para meu quarto. No dia seguinte, mais calmos, conversamos novamente. Eu finalmente admiti que ela não era apenas uma amiga. Meu pai falou que me amava incondicionalmente e que me aceitava, mas que ele não aceitava aquele relacionamento porque ele não gostava dela (da fdp). No final da conversa nos abraçamos e tudo ficou bem.

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A melhor coisa que eu ganhei durante estes 31 anos de vida foi a aceitação e o amor incondicional da minha família (meus pais, meus irmãos, minhas cunhadas, as familias delas e a família da Day). Estar cercada por pessoas que sabem da escolha que você fez e te aceitam é uma das melhores sensações que alguém pode ter. Além deles, algumas poucas colegas de trabalho também sabem e aceitam na boa.

Lógico que eu não vou escancarar para os parentes que eu sou homossexual. Não vejo necessidade disto e tampouco tenho paciência para ouvir piadinhas grosseiras ou maldosas sobre a minha preferência (conhecendo os parentes, isto acabaria acontecendo). E outro fator que me ajuda a continuar com a minha decisão é que eu mantenho o mínimo de contato com eles, somente encontrando-os em casamentos ou funerais. Minha família também possui muito pouco ou nenhum contato com os parentes.

Isto me fez lembrar um dia quando estávamos falando sobre os parentes e meu pai falou que, se alguém fizesse uma piadinha que fosse sobre minha preferência, ele mostraria as "garrinhas" dele para a pessoa. Ele não usou estas palavras, mas este é o sentido da frase dele. Fofinho meu pai, não?

quinta-feira

APENAS MAIS UMA DE AMOR...

Este é um post diferente do que estou acostumada a escrever pois é uma história que escreve esta noite. Ela é apenas uma ficção.

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Aos 35 anos ela tinha tudo que ela sempre quis: uma casa bonita e espaçosa, carro do ano, amigos divertidos e interessantes, um emprego onde todos respeitavam suas opiniões e idéias. A vida social dela era bem agitada e nunca havia algo chamado rotina. Durante o dia ela não parava quieta, estava sempre correndo, fazendo mil coisas ao mesmo tempo e sempre conseguia cumprir com os objetivos que ela propunha a si mesma. Quem não a conhecia bem diria que ela nunca tinha momentos ruins e que ela jamais teria motivos para ser infeliz.

Ela nunca soube precisar quando tudo começou, ela apenas vivia daquela forma. Nunca se apaixonar e nunca se relacionar com a mesma pessoa por mais de 6 meses. Inicialmente ela pensou que esta era a melhor forma de não se machucar e não se decepcionar, que este tempo era o ideal para se divertir. Cada vez que um amigo dela chorava em seus ombros por causa de um relacionamento desfeito, mais ela tinha convicção de estar no caminho certo. Ela tinha orgulho de nunca ter chorado por alguém.

Você é o meu melhor amor, foi o que ela ouviu de Adriana. Ela sorriu e as duas fizeram amor a noite toda. Como sempre, ela terminou tudo antes de se apaixonar e se machucar. Anos se passaram e ela havia esquecido desta frase. Ela estava voltando para casa e no rádio estava tocando uma música... Dear my love, haven't you wanted to be with me / And dear my love, haven't you wanted to be free / I can't keep pretending that I don't even know you / And at sweet night, you are my own / Take my hand / We're leaving here tonight / There's no need to tell anyone / They'd only hold us down / So by the morning's light / We'll be half way to anywhere / Where love is more than just your name...

De início ela não se lembrava onde havia escutado aquela música. É uma musica muito bonita e romântica e eu já escutei em algum lugar, ela pensou. A música não saia da cabeça dela e ela ficou a noite toda tentando lembrar onde havia escutado. Os dias foram passando e aquilo não saia da cabeça dela. Numa tarde de sábado ela estava na frente do computador ouvindo músicas e finalmente se lembrou. Como num flashback ela se recordou de tudo que ela e Adriana haviam passado juntas e ela começou a sentir um incômodo muito grande no peito. Ela nunca havia sentido aquilo antes. Ela achou que era porque havia comido demais durante o almoço e tomou um sal de frutas, mas o mal estar não passou. Ela foi ao hospital e relatou o mal estar para o médico. Ele receitou um remédio e recomendou repouso.

Já fazia duas semanas e ela continuava sentindo aquele incômodo no peito. Ela se consultou com um cardiologista e fez exames. A saúde dela era de ferro e não havia nada de errado com ela. Todos os amigos diziam que ela estava assim porque ela não estava se divertindo como antes, que ela precisava dar uns beijos e transar. Ela deu ouvido aos amigos e achou que talvez eles estivessem certos. Durante três semanas ela saiu e a cada noite ela conhecia uma cama diferente da sua. Mas em todas as manhãs, quando ela olhava para o lado, ela sentia aquele incomodo aumentar.
Ela passou a não ver graça nas baladas e até evitava sair com os amigos, mesmo que fosse para ir ao shopping. Ela se voltou para o trabalho e ficava até 9, 10 horas da noite trabalhando. Durante os fins de semana ela ia ao parque sozinha, pois assim ela não precisava conversar com ninguém. Se o celular tocava, ela não atendia. Em casa ela desligava o telefone para não ser incomodada. Seus amigos estavam preocupados com o sumiço dela e tentavam de todas as formas tirá-la de casa, sem sucesso. Ela alegava estar cansada demais por causa do trabalho e que tudo voltaria ao normal assim que ela fosse promovida.

Num belo dia ela recebeu uma visita inesperada. Ela estava em frente a televisão, mas ela não estava prestando atenção no que estava passando. A campainha tocou uma vez e ela não se levantou. Tocou pela segunda vez e ela começou a ficar irritada. Tocou pela terceira vez e ela estava nervosa o suficiente para levantar e xingar quem quer que estivesse tocando insistentemente a sua campainha. Quando ela abriu a porta ela deu de cara com Adriana. Um sorriso se abriu em seu rosto e seu coração começou a bater mais forte. Adriana viera entregar o convite de casamento dela, que aconteceria daqui dois meses. Aquele incomodo ficou maior e ela teve que se esforçar muito para não deixar transparecer que ela não havia gostado daquele convite.

Assim que Adriana partiu, ela sentou-se no sofá e começou a chorar. Ela não conseguia entender porque estava chorando. Afinal de contas, ela fora convidada ao casamento de uma ex dela, apenas isto. Ela já havia ido ao casamento de uma outra ex e nem por isto ela chorou. A partir deste dia, todas as vezes que ela via o convite ela chorava. Não agüentando mais tanto choro, ela decidiu tirar férias e foi para um país diferente. Esta seria a desculpa perfeita para não ir ao casamento. Por alguns dias ela conseguiu esquecer de todo choro, todo incomodo e finalmente voltou a sorrir. Ela até se envolveu com uma estrangeira pois sabia que elas jamais se veriam novamente.

Quando ela retornou para casa, a primeira coisa que ela viu foi o convite de casamento em cima de sua mesa. Para não permitir que todas aquelas sensações ruins voltassem, ela jogou o convite na lixeira. Ela comprou um presente bem bonito e mandou entregar na casa de Adriana, com um bilhete de desculpas por não ter comparecido ao casamento. Alguns dias depois Adriana foi até a casa dela devolver o presente, ela não aceitava o presente daquela forma pois ela achou impessoal recebê-lo das mãos de um mensageiro. Faça como você achar melhor, foi a resposta dela. As duas começaram a discutir e Adriana, não agüentando mais, beijou-a com força e vontade.

As duas rolaram pelo chão da sala e, após uma tarde inteira de amor, ela finalmente sentiu o que era estar apaixonada e o quanto ela havia desperdiçado ao não se permitir sentir amor por alguém.

FIM

sexta-feira

Diário de Bordo, 19 de Março de 2010

Saki wo mitooshi suginante
Pare de fazer coisas sem sentido
Imi no nai koto ha yamete
Como tentar prever muito nosso futuro
Kyou ha hoshii monomo tabeyouyo
Apenas vamos comer algo delicioso por hoje
Mirai wo zutto sakidayo
Porque o futuro está muito distante de nós
Bokunimo wakaranai
Nem eu mesma sei sobre ele

- Hikaru, Utada Hikari

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Bem, faz tanto tempo que eu não posto que até perdi a prática. Muitas coisas aconteceram neste tempo em que fiquei sumida. Vou tentar ser a mais breve possível.

Minha ex me deu um golpe e tive que arcar com uma dívida que não era minha. Ela é tão mal agradecida que pegou dinheiro emprestado dos meus pais e não teve a decencia de devolver tudo que deve a eles. Ela ainda tem a pachorra de falar que "pago quando eu quiser".

Outra particularidade é que ela é vingativa. Que o diga a namoradinha dela, que ganhou um belo par de chifres só porque as duas discutiram. Há testemunhas desta traição.

E quando ela pegou sarna e não avisou ninguém? Ela deixou as pessoas pegarem sarna também. Será que ela fez isto porque ela não conseguiu pegar dinheiro emprestado?

Enfim, ela é o tipo de pessoa que fez o favor de sair da minha vida. Depois que ela saiu da minha vida, eu fiz as pazes com meus pais e estamos super bem novamente.

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Meu relacionamento com a Day está bem a ponto de morarmos apenas nós duas. Temos aquela rotina saudável de qualquer casal: ela cozinha e eu lavo a louça; ela estuda e eu pago as contas; ela me mantém na linha e eu economizo mesmo tendo que arcar sozinha com a casa; ela não deixou eu torrar meu dinheiro com futilidades e eu pude fazer minha primeira viagem internacional com uma grande amiga minha. Sou uma pessoa mais feliz e sorridente ao lado dela.

As vezes a minha mãe não entende a dinamica do nosso relacionamento e ela acha que estamos brigando o tempo todo. De vez em quando a gente discute, mas que casal não discute? No resto do tempo estamos debatendo idéias, rindo, brincando, fazendo planos e imaginando um futuro longo e duradouro. Novamente, que casal não faz isto?

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Finalmente "estreei" meu passaporte. Irene e eu fomos para Colombia, mais exatamente para tres lugares: Cartagena (CTG), San Andrés (ADZ) e Bogotá (BOG).

CTG é aquela típica cidade turística: muitos tours, hoteis de todos os tipos e praia. A praia de lá não é bonita, então se vc quiser conhecer alguma praia em CTG, obrigatoriamente vc precisa sair de CTG.

ADZ é uma ilha caribenha localizada a 700km de CTG e cujo formato lembra um cavalo marinho. É o paraíso na Terra, tanto em termos de praia quanto em compras. ADZ é conhecido com o mar das 7 cores. Para aqueles que querem comprar eletronicos e perfumes com um preço bom, este é o lugar perfeito.

BOG é uma cidade histórica com seus monumentos e bairros conhecidos mundialmente. Não tenho muita opinião sobre a cidade pois não tivemos muito tempo para conhece-la melhor. O que pudemos ver com mais calma foi o Museu do Sal em Zipaquirá e o Museu do Ouro (este merece uma segunda visita com mais tranquilidade e tempo).

Falei muito brevemente sobre estes lugares pois esta é a intenção deste post: ser breve nas minhas atualizações.

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A empresa onde eu trabalho passou por um processo de compra e estou esperando a definição do meu futuro profissional. Como eu não quero sofrer duas vezes, prefiro deixar as coisas rolarem para ver o que vai acontecer comigo. Por hora sigo trabalhando normalmente.

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Bem, por enquanto é só. Em uma outra oportunidade escreverei com mais paciencia.

Diário de bordo, 2 de Janeiro de 2009

cena do anime Blood+

“Ai ga areba heiwa da” to
I heard someone saying
Dareka ga kuchi ni shiteita
“If there is love, there’s peace”
Unazuku hito mo ireba, utagau hito mo iru
And one may agree with that, or not

Kurushimi ga aru kara koso
Whenever I was in pain
Anata wo dakishimeru toki
You’d hold me closely
Sono ude no yasashi sa wo
And it was in the warmth of those
Heiwa to kanjiru no deshou
Arms that I felt peace
- This Love, Angela Aki

2008 foi um ano de muitas histórias, sentimentos e sensações novas, fortalecimento das amizades, conquista de novos espaços e amadurecimento de idéias e renovação de pensamentos. Conheci lugares novos, adotei um novo hobby, larguei alguns vícios e adquiri novos conhecimentos.

2008 foi um ano em que eu finalmente consegui aceitar o que não conseguia: que não existem histórias inacabadas e sim o apego ao passado. Quando eu finalmente compreendi isso, percebi que a vida é muito mais simples do que parece.

2008 foi um ano no qual minha família teve que enfrentar alguns fantasmas e superar algumas dores para continuar a ser uma família. No final foi bom, pois todos tiveram que lidar com as fraquezas e pontos dolorosos.

O balanço geral disto tudo é que 2009 começou com uma base sólida e todos darão o melhor de si para que continue assim.

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Day e eu passamos o natal na casa da mãe dela. Durante a semana passada lá aprendi a pescar e limpar peixe, fazer arroz com carne de porco, conheci Ribeirão Preto, doei sangue, peguei uma corzinha e tomei muito guaraná maçã.

terça-feira

Diário de bordo, 02 de Setembro de 2008.

Pôr do sol em Campinas, SP

I'm tired of holding on
To all the things I ought to leave behind, yeah
It's really getting old, and
I think I need a little help this time!
Yeah

I'm gonna try anything to just feel better
Tell me what to do
You know I can't see through the haze around me
And I do anything to just feel better
And I can't find my way
God I need a change
And I do anything to just feel better
Any little thing that just feel better
- Just feel better, Santana Feat Steven Tyler

Day, Irene e eu fomos caminhar em Campinas no fim de semana. Foi um dia de muita reflexão e conversas filosóficas sobre tudo, acompanhadas de um maravilhoso bacalhau feito no fogão à lenha. No final da caminhada fomos agraciadas com um céu estrelado. Essa é uma das dádivas de Deus.

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Desde que voltei a morar com meus pais eu não tenho tido motivos para me fechar e ser uma pessoa triste. Eles falam que voltei a ser uma pessoa feliz e sorridente. Isso se deve por alguns motivos: resolvi ser sincera com todos à minha volta, estou numa fase tranqüila da minha vida, tenho um emprego relativamente bom e namoro uma pessoa que me faz dar muita risada.

Até a Irene comentou que estou bem melhor agora e que está gostando de me ver assim.

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Pela primeira vez em minha vida meus pais aprovam um relacionamento meu. Eles adoram a Day pois a consideram uma pessoa transparente, fora que ela me faz comer mamão...nhééééé. Além disso, encontrei uma companheira para as palhaçadas. Com ela posso soltar meu lado criança e fazer coisas bobas sem medo de ser recriminada.

O que um relacionamento equilibrado não faz pela gente né?

quarta-feira

DIÁRIO DE BORDO, 27 DE AGOSTO DE 2007

Cats

I've never felt this way before
Everything that I do
Reminds me of you
And the clothes you left, they lie on the floor
And they smell just like you
I love the things that you do

When you walk away
I count the steps that you take
Do you see how much I need you right now?

When you're gone
The pieces of my heart are missing you
When you're gone
The face I came to know is missing too
When you're gone
All the words I need to hear
To always get me through the day
And make it ok
I miss you
- When you’re gone, Avril Lavigne

Aprendi muito morando fora e, se hoje sou uma pessoa melhor, foi porque eu me dei a chance de saber o que é não depender dos pais. Meus pais também aprenderam bastante com a minha ausência e minha mãe não está me cobrando coisas que antes cobrava. Quer coisa melhor que esta?

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Ontem meu pai me perguntou se eu prefiro morar com eles ou sozinha. Respondi que prefiro morar com eles pois é chato demais morar sozinha. Fico imaginando chegar em casa e não ter com quem conversar ou jantar ou ir ao mercado. Nãããããão, não quero isso para mim. Embora eu tenha dito que não me casaria novamente, não consigo me imaginar morando sozinha de tudo. Eu entraria em depressão

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Em maio eu conheci uma japinha linda por quem eu acabei me apaixonando. Não foi uma constatação imediata, levei um tempo até entender o que havia acontecido. Quando eu finalmente entendi, resolvi dar uma chance a este sentimento que havia nascido sem pretensão e se tornou enorme. Foi por causa dela que decidi mudar algumas coisas em minha vida e hoje posso dizer que estou um pouco melhor do que quando ela me conheceu.

O nome dela é Daiane, tem 21 anos, estuda engenharia elétrica, mora no interior de SP e é mestiça. Eu a chamo de japinha pois é a minha forma carinhosa de chamá-la. Nunca havia ficado com oriental/mestiça antes e jamais me passou pela cabeça namorar uma. Está sendo interessante ser a primeira namorada e o primeiro relacionamento sério dela.

Outra coisa interessante neste namoro é estou mais ativa sexualmente falando. Nunca fui muito fã desta “atividade” e vivi boa parte da minha vida em estado de pandice (transar uma vez por ano e no restante do tempo comer e dormir, kakakakakakaka). Olhando para trás, não entendo como pude viver tanto tempo assim. Sexo é bom e faz bem pra pele, para os cabelos, para a felicidade, rsrsrsrsrsrs. Como diz o slogan de uma clínica, sexo é vida.

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Relendo os posts anteriores, percebo que repeti a mesma história várias vezes, cometi os mesmos erros e usei as mesmas frases pré-fabricadas. Já pensei em começar um novo blog e deixar este aqui como recordação. Mas são justamente as recordações que me impedem de fechar as portas deste cantinho virtual que tem me acompanhado por tantos anos. Tudo que foi dito nos posts faz parte daquilo que sou hoje. Ainda tenho muito o que pensar sobre este assunto antes de tomar uma decisão.

segunda-feira

Diário de bordo, 21 de Julho de 2008

Placa de retorno

These times are so uncertain
There's a yearning undefined
And people filled with rage
We all need a little tenderness
How can love survive in such a graceless age
And the trust and self-assurance that lead to happiness
They're the very things we kill, I guess
Pride and competition cannot fill these empty arms
And the work they put between us,
You know it doesn't keep us warm
- The Heart of the Matter, India.Arie

Desde domingo voltei a morar com meus pais. Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado visto que a situação lá na casa da Babi não estava fácil. Nenhuma das duas estava se sentindo confortável com o clima e eu a estava machucando demais com a minha indiferença aos sentimentos dela.

No começo ninguém entendeu o porquê de eu ter terminado tudo, mas hoje minhas amigas conseguem compreender que eu não sinto mais por ela o que costumava sentir. Não poderia continuar com algo sem propósito algum. E muito menos permanecer na casa dela dessa forma. Com o tempo ela vai ver que foi melhor assim.

quarta-feira

Diário de bordo, 16 de Julho de 2008

Transição Dimensional

Este post é justamente para falar sobre mudanças. Minha vida anda mudando constantemente. Babi e eu terminamos, temos dois cachorros aqui em casa, meu carro passou dos 15 mil kms e minha família tem estado estranhamente amorosa comigo. Desconfio que minha mãe tenha falado para meu pai sobre o término do meu relacionamento (isso porque eu pedi para ela não falar nada). Será que é por isso que ele me deu aquele abraço e falou umas 5 vezes que me ama?!?!?!?!? Mistério!!!!!

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Outro dia Babi me fez relembrar porque eu sai da cada dos meus pais. É complicado quando seu pai te acha uma fraca que vai sucumbir na primeira dificuldade. Depois de muito chorar e ficar deprê, um sentimento de raiva tomou conta de mim. Raiva de tudo e de todos que não acreditam que sou capaz de fazer as coisas por mim mesma. É esse sentimento que vai me mover pelos próximos anos e eu vou provar para todo mundo quem eu realmente sou.

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Tem um ponto muito chato na região da omoplata que vive me atormentando. Quando fico muito tensa ele dói, depois começa a arder e eu sou obrigada ou a tomar remédio ou deitar para ver se passa. Neste exato momento, enquanto escrevo o post, ele está ardendo. Tive que apelar para um dorflex para ver se ajuda a diminuir a dor. Um pequeno detalhe: estou de estômago vazio. Vai lazarenta, depois tem problema de estômago e não sabe o porquê. Ah, minha saúde já tá ferrada mesmo...não vai fazer diferença ferrá-la mais um pouco.

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This is the last night you'll spend alone
Look me in the eyes so I know you knowI
'm everywhere you want me to be
The last night you'll spend alone
I'll wrap you in my arms and I won't let go
I'm everything you need me to be
I won't let you say goodbye
I'll be your reason why
The last night away from me
Away from me
- The Last Night, Skillet

Poesia (22:40)


Saikano

A dualidade existente em minha mente
Aquieta e inquieta meu ser ao mesmo tempo
Enquanto uma dorme, a outra acorda
A boazinha está sempre alheia ao consciente
E a malvada está sempre planejando como machucar no inconsciente
Pois é assim que elas convivem uma com a outra
E impedem que a coexistência pacífica entre elas seja quebrada
Estranho seria se uma anulasse a outra
Pois um único lado dominante não existe
E, se por ventura, as duas resolvessem acordar ao mesmo tempo
Eu simplesmente piraria
E não conseguiria mais entender a realidade
E viveria a irrealidade das minhas fantasias
E na quietude do abismo eu planejaria o salto
Para o profundo da minha loucura

Diário de Bordo, 09 de Julho de 2008

Don´t Jump


On top of the roof
The air is so cold and so calm
I say your name in silence
You don't wanna hear it right now
The eyes of the city
Are counting the tears falling down
Each one a promise
Of everything you never found

I scream into the night for you
Don't make it true
Don't jump
The lights will not guide you through
They're deceiving you
Don't jump
Don't let memories go
Of me and you
The world is down there out of view
Please don't jump

You open your eyes
But you can't remember what for
The snow falls quietly
You just can't feel it no more
Somewhere out there
You lost yourself in your pain
You dream of the end
To start all over again

I scream into the night for you
Don't make it true
Don't jump
The lights will not guide you through
They're deceiving you
Don't jump
Don't let memories go
Of me and you
The world is down there out of view
Please don't jump
Don't jump

I don't know how long
I can hold you so strong
I don't know how long
Just take my hand
Give it a chance
Don't jump

I scream into the night for you
Don't make it true
Don't jump
The lights will not guide you through
They're deceiving you
Don't jump
Don't let memories go
Of me and you
The world is down there out of view
Please don't jump
Don't jump
And if all that can't hold you back
I'll jump for you
- Don't Jump, Tokio Hotel

terça-feira

Diário de bordo, 08 de Julho de 2008

Minha mente voa para longe
Enquanto sinto seu corpo longe do meu
O calor do futuro me aquece
Enquanto o frio do passado gela meus dedos
Minhas mãos acariciam a sua imagem
Só para sentir que o toque não está morto
Meus olhos vêem fantasmas coloridos
E palhaços cinzas
Os pássaros levam meus sussuros até você
Para, quem sabe, você vir até mim
Guardo a esperança num envelope selado
Esperando pelo momento certo dele ser aberto
E ler a mensagem que tanto anseio
...
....
.....

quinta-feira

Diário de bordo, 07 de fevereiro de 2008.

Laço de luto

I know, some people search the world
To find something like what we have
I know, people will try, try to divide something so real
So 'till the end of time I'm telling you that
No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you
- No one, Alicia Keys

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Andei de luto por alguns dias no começo do ano. Depois de 13 anos de convivência, companheirismo e amor incondicional, Toty partiu para o céu dos cachorros. Ele lutou bravamente contra o câncer linfático, mas esta foi uma batalha desleal. Infelizmente detectamos o câncer no estágio 4 e ele resistiu apenas à primeira sessão de químio. Passado um mês eu ainda sinto a falta dele, de chegar na casa dos meus pais e ser recepcionada por ele, de assistir TV e acariciar o pêlo dele com os pés...acho que sempre sentirei falta dele.

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Desde fim de novembro Babi e eu voltamos a morar na casa dela. Retomamos à vida de casadas que foi interrompida quando ela veio morar na casa dos meus pais a convite deles. Por enquanto está sendo interessante lidar com as responsabilidades e os conflitos que é cuidar de uma casa e dedicar-se a alguém.

Aos poucos estamos conseguindo nossas coisinhas. Por enquanto temos o basicão: geladeira, fogão, máquina de lavar roupa, cama, guarda-roupa, TV e um PS2 que serve como DVD player. Faltam os armários da cozinha, sofá, box no banheiro, armários nos outros quartos, escrivaninha, computador, linha telefônica fixa, internet e mais algumas coisinhas para deixar o lugar mais aconchegante ainda.

No geral está sendo bom não ser tão dependente dos meus pais, chegar em casa na hora que eu quero e fazer as coisas no meu tempo, aprender a lidar com o meu dinheiro e saber que não posso fazer estripulias nem extravagâncias senão me faltará no fim do mês, sair com Babi e as amigas sem pressa para voltar para casa.

Embora na casa dos meus pais eu tenha todo o conforto do mundo e mil facilidades, eles não podem me dar o que eu preciso: liberdade para crescer e me tornar uma adulta por completo com suas responsabilidades e tomada de decisões.

Um exemplo de tomada de decisão é que eu adquiri meu carro poucos dias depois do meu post anterior (04/nov/07). Eu sei que vou ter uma série de gastos com manutenção, seguro, impostos e tal, mas faz parte da vida tomar decisões. Já levei uma multa em dezembro e acho que tomei outra em janeiro; fazer o que né? Como dizem, quem está na chuva sem guarda-chuva é para se molhar.

domingo

Diário de Bordo, 04 de Novembro de 2007.

Fragile Broken Soul, by Zophie

Lonestar where are you out tonight?
This feeling I'm trying to fight
It's dark and I think that
I would give anything
For you to shine down on me

How far you are
I just don't know
The distance I'm willing to go
I pick up a stone that I cast to the sky
Hoping for some kind of sign
- Lonestar, Norah Jones

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Novembro chega com as chuvas
Suas águas lavam os pecados e encontram nas almas machucadas
O cálice para curar as dores profundas
Mas como perdoar o pecador
Se ele não perdoa a si mesmo?
Será essa a questão fundamental
Ou seria o passar vagaroso do tempo
Perdido no tempo-espaço da inquietude humana?
Não possuo respostas para minhas perguntas
Nem soluções para problemas triviais
Apenas um suspiro saudoso
Daquilo que um dia deixei de acreditar
E que jamais terá morada em minha mente

- x -

Algumas coisas significativas aconteceram de alguns meses para cá:
1) Meu pai traiu a minha mãe. Se isso aconteceu, foi porque os dois se acomodaram no relacionamento (óbvio, dããã). Não inocento nem culpo os dois, isso é problema de "gente grande". O que eu sei é que deixei de acreditar na família que eu tinha e agora vejo pessoas morando sobre o mesmo teto. Ainda chamo essas duas pessoas de pai e mãe, ainda os amo e os odeio ao mesmo tempo, ainda dependo emocionalmente deles e ainda quero acreditar que eles vão se acertar. O problema é que eu não consigo acreditar em certas coisas: que minha mãe conseguirá ser uma "mulher moderna", que ela realmente colocou uma pedra em cima do assunto, que ela não tocará mais neste assunto quando eles discutirem, que meu pai não vai trair novamente, que ele não irá procurar uma mulher realmente moderna.
O que eu entendo por "mulher moderna"? É a mulher que trabalha e é financeiramente independente, não liga para fuxicos e dá a volta por cima dos problemas sem pegar no pé dos outros. Vejamos, quais destes quesitos minha mão possui...hum...nenhum deles.
Vejamos o lado positivo do ocorrido. No início doeu muito, pois conclui que meu pai cobra dos outros o que ele deixou de ser (fiel, íntegro e respeitador). Toda aquela imagem de pai herói que eu tinha simplesmente desapareceu. Fiquei revoltada e indignada quando eu soube, mas depois parei e pensei sobre o outro lado da história. Por que meu pai procurou outra mulher? O que essa outra tem que minha mãe não tem? O que será que ela fez ou deixou de fazer para isso ter acontecido? A terapia me ajudou a ver um pouco das coisas e isso amenizou a minha decepção. Hoje eu vejo que meus pais são apenas seres humanos, pessoas com suas fraquezas e seus erros, indivíduos que precisam aprender a gostar um do outro pois a velhice está ai e daqui um tempo eles terão tempo de sobra para passarem juntos sem a presença dos filhos.

2) Mudei de emprego e agora estou numa multinacional. Meu cargo é de assistente e está sendo muito bom para mim. Estou aprendendo coisas novas e lógico, ganhando melhor, hehehehe.

3) Preciso comprar um carro. Essa de pedir emprestado para o pai e prestar contas do uso não tá dando mais. Fora a falta de liberdade . Eu só preciso decidir que carro comprar, já que o que eu tinha em mente (Corsa Classic) pode não ser a melhor opção. Gosto dos modelos hatch, mas o Celta consegue ser mais caro que o Classic. Corsa nem pensar, é caro demais para o meu bolso. Gol nem em sonho (seguro caro demais). A Fiat conseguiu enfeiar o Palio, o que tirou a minha opção de compra. Os franceses são famosos pela manutenção custosa. Tem a Kia, mas será que é uma boa escolha? Não conhece alguém que tenha um carro deles para conversar sobre manutenção, custos, seguro, consumo, coisas básicas que devemos levar em conta na hora da compra. Enfim, preciso analisar bem a minha futura aquisição pois, como dizem, carro é que nem um filho.

4) Meu irmão capotou o carro. Ele não trabalha/mora na capital e sim no interior. Ele estava indo para o trabalho quando não conseguiu fazer uma curva e subiu o barranco. Quando meus pais me ligaram eu levei um susto e achei que fosse brincadeira, mas em pouco tempo eu percebi que era verdade. No dia do ocorrido não consegui trabalhar bem e ligava a todo momento para o celular dos dois. Meu irmão ficou internado de um dia para o outro no hospital e ficou aqui em casa durante 15 dias. Graças a Deus que só o carro sofreu danos irreparáveis (PT), meu irmão saiu com escoriações e alguns pontos no braço esquerdo. Hoje ele voltou para casa dele e deve estar por aqui daqui uns 15 dias.

5) Viajei de avião pela primeira vez. Foi a ponte SP-RJ, mas já deu pra sentir o que é decolar e aterrisar, rsrsrsrs.

6) Um ano e meio de relacionamento com Babi. Temos nossos altos e baixos, nossos conflitos, nossas discussões ideológicas e nossas cobranças, mas também temos amor, carinho, risos, sorrisos, confiança, amizade e respeito. Que esse número seja multiplicado por 10, 20, 30, 40.....

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O gato está cada vez mais lindo e gordo. Ele adora a anta de pelúcia do irmão acidentado, gosta de morder todo mundo, não pede licença para subir nos outros e tentar tirar um cochilo, faz questão de subir em cima do jornal quando alguém está lendo e tenta arranhar o fucinho do cachorro. Esse é o nosso gato.

segunda-feira

Diário de bordo, 23 de Abril de 2007.

Me abraça, me aperta, me leva para casa


Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
- Fico assim sem você, Adriana Calcanhoto

– x –

Fim de semestre é sempre a mesma correria: fim-de-semana em frente ao computador queimando neurônios, china-in-box de almoço, salgadinho de janta e um montão de cafeína para manter a mente alerta. Fora os chocolates, balinhas e dorflex para segurar a onda. De vez em quando uma ligação de Babi ou então a cia dela nos trabalhos. Como brincou uma amiga da faculdade: se ela agüentar até o fim é porque ela realmente me ama, rsrsrsrs. Considerando-se que faltam 3 semestres, é preciso ter muita paciência para agüentar todos esses trabalhos da faculdade.

– x –

Quero férias de 6 meses na Europa, um pen drive de 1 GB (sou modesta, senão pediria um de 4 GB) e um milhão de reais na minha conta bancária. É pouca coisa né? Enquanto não consigo nada disso, vou contando os centavos para pagar a fatura do cartão de crédito e torcendo para que eu passe em um concurso público algum dia. Algo me diz que é mais fácil eu ralar e entrar em alguma multinacional.

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Ontem eu descobri o que o Mitu tanto faz na frente do monitor: fica “caçando” a seta do mouse na tela. Bem que eu desconfiava que esse gato é curioso demais.

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Amo você nenê....e o panda está evoluindo, kkkkkkkkk.

domingo

Diário de bordo, 08 de Abril de 2007

White Shiba puppy

(Here he comes)
To bring a little lovin', honey
To take away the hurt inside
Is everything that matters to me
Is everything I want in life
- Milk and toast and honey, Roxette

Semana passada comecei a terapia. Primeira sessão, primeiras palavras e uma constatação: eu não tenho lembranças da minha infância até meus 11 anos de idade, apenas flashs. Não consigo me lembrar de coisas alegres. Só me recordo de ter apanhado (e muito) pois essa foi a única forma que meus pais encontraram para educar a mim e aos meus irmãos. Se me perguntarem se isso me machuca até hoje, eu responderei que sim. Sinto uma angústia, um nó no peito sempre que penso nesse assunto. Quem sabe, qdo eu superar esse trauma, eu consiga me lembrar como foi minha infância.


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300 de Esparta: what hell was that??????????????? Transformaram o Rodrigo Santoro em uma alegoria carnavalesca com toques extremados de bichisse. Eu hein?

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Nenê, luv yah.